A vida e rotina das acompanhantes Passo Fundo

A rotina das acompanhantes brasileiras sempre despertou curiosidade.

Como as acompanhantes Passo Fundo conseguem separar a vida pessoal da profissional e como elas fazem para manter a vida no mercado adulto em segredo?

Muitas pessoas pensam que essas mulheres de PF, fazem apenas sexo em seus programas, mas não é assim, elas também são boas ouvintes e às vezes apenas acompanhantes mesmo, acompanham os clientes em eventos e nada mais.

Quem são os clientes de uma acompanhante?

Ah! E não se engane, os clientes não são apenas jovens ansiosos ou aqueles cafajestes que chegam bêbados e famintos por sexo, elas recebem homens casados, homens poderosos e também meninos ansiosos para perder a virgindade (sempre tem um!).

As acompanhantes de Passo Fundo são vaidosas, comunicativas e educadas e trabalham para oferecer mais do que apenas sexo, e obviamente, cobram por isso.

E a rotina? Como as acompanhantes se viram do dia a dia?

Uma pesquisa feita pelo site Gata Urbana, revelou que a maioria das acompanhantes de luxo tem pezinho tamanho 35.

Porque saber essa informação?   

Se você tiver fetiches por pés, ela ajuda bastante.

Falando sobre a pesquisa ainda, a idade das garotas de programa normalmente gira em torno dos 27 anos, mostrou também que 57% das garotas se encontram apenas com homens enquanto outras 43% também saem com mulheres e tem ainda, aquelas que saem com casais que gostam de praticar o voyerismo (quando a pessoa sente prazer em ver o parceiro com outra pessoa).

Ou seja, tem para todos os gostos, basta você escolher.

Conversamos com algumas garotas de programa PF que aceitaram contar tudo, com a condição de não de terem suas identidades reveladas, ou seja, todos os nomes citados são fictícios.

Garotas de programa PF entram para a prostituição apenas por dinheiro?

Bonitas e desinibidas, escolheram essa profissão para ganhar dinheiro, muito dinheiro, as mais desejadas costumam receber mais do que um profissional com um cargo de alto escalão.

O principal motivo para escolherem esse trabalho, é o dinheiro, já que a renda mensal, gira em torno de R$6.000 até R$20.000, variando conforme o período do ano, o perfil do cliente e principalmente: o perfil da acompanhantes.

Algumas escolhem por diversão e puro prazer, gostam de se sentir desejadas, do ato sexual e principalmente de ganhar dinheiro, já outras escolhem por necessidade.

Sim, os valores são altos, mas a vida dessas garotas não é nada glamourosa, pois elas vivem uma rotina de segredos, submissão aos desejos dos clientes, risco constante de pegar uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), e o risco de serem agredidas e até mortas.

Você deve se perguntar, porque o valor de um programa é tão alto?

Vamos ser sinceros né, você não acha que vai comprar uma Ferrari pagando o preço de um Gol né?!

É a mesma coisa com as acompanhantes, elas precisam investir no corpo delas: unha, cabelo, pele, roupa, sapato, cosméticos.

Afinal, ser a menina dos seus sonhos dá trabalho e é caro, então elas precisam ter retorno desse investimento, aí que vem o valor alto.

“Não é fácil. A gente investe muito, tem que estar sempre bonitinha. Não é só ganhar dinheiro. A gente tem muito gasto”, diz Jhenifer.

Os valores são acertados entre, a acompanhante e o cliente, sempre contato direto, as mais belas e mais glamorosas, tem o luxo de escolher com quem querem sair.

O pagamento é sempre antecipado para evitar calotes, sem pagamento adiantado você não ganha nem um beijo no rosto.

E a rotina de uma acompanhante PF, como é?

A rotina é uma loucura, elas precisam se dividir em duas, literalmente: durante o dia são recatadas e do lar e à noite se transformam em mulheres gostosas e poderosas.

As garotas precisam inventar nomes, criar desculpas que justificam as alterações na rotina, tentar manter a profissão em segredo da família, amigos e namorado, afinal nem todos aceitam esse estilo de vida.

Não podemos esquecer que estamos falando de garotas normais, igual qualquer outra.

Clarice (nome fictício), conta que estuda em uma faculdade de renome e esconde sua profissão dos colegas, está sempre tentando fugir de perguntas e olhares estranhos.

Ela conta também que já chegou a ganhar R$ 20.000 fazendo programas, mas hoje tem um cliente exclusivo e sonha em mudar de vida.

Já a Paty (nome fictício), largou um emprego formal em um hospital tradicional para conciliar os estudos com os programas regulares.

Ela conta que, quem segue ela nas redes sociais, encontra fotos de crianças, fotos de festas de família e frases religiosas, ou seja, não chega nem perto do perfil de um acompanhante.

Mas ela faz isso, para reforçar a imagem de recatada e do lar, de mãe exemplar, com o objetivo de espantar suspeitas sobre o estilo de vida que a meiga universitária escolheu.

Ela reforça essa imagem de boa moça, dizendo:

“Eu sou totalmente diferente da ideia que as pessoas fazem de uma garota de programa. Saio na rua e ninguém desconfia que eu possa ser uma, pelo jeito que eu me visto, converso. Chovem garotas de programa por aí e ninguém desconfia. É impossível hoje você apontar e dizer quem é.”

Já Raquel, optou por essa vida por gostar de sexo e não tem medo de esconder o rosto.

“Eu não comecei nesse trabalho porque estava passando dificuldade. Eu tinha um namorado, morávamos juntos e tinha uma ótima estabilidade financeira. 

Apenas quis unir o útil ao agradável, pois sempre fui viciada em sexo e poder transar, gozar e ainda ganhar dinheiro me pareceu interessante.”

Ela conta que os homens que a procuram, costumam ter entre 20 a 35 anos, o perfil varia bastante, mas a maioria são garotos sarados, tatuados, solteiros e que gostam de baladas.

Nem sempre eles procuram sexo, muitas vezes procuram apenas uma companhia para festas, eventos e viagens.

O glamour e o perigo andam de mãos dadas, enquanto elas passam finais de semana em hotéis luxuosos da Serra Gaúcha, elas convivem com o medo de sua rotina paralela vir à tona.

Uma das entrevistadas, relatou que enfrenta ameaças de um casal cafetão, que ressentidos com o fato dela ter abandonado o serviço que administravam, eles enviaram fotos suas nuas para seus familiares.

Desse dia em diante, ela se desdobra em duas para desmentir os comentários que se espalharam por Passo Fundo.

Além dessas situações, tem ainda os pedidos doidos dos clientes: “cagar na boca dele, morder toda a garota, pedir para escovar os dentes e filmar”

Elas precisam ter jogo de cintura e pulso firme para enfrentar essas situações, algumas topam de boa e até entram na loucura do cliente, outras já não gostam e não aceitam.

E tem também aquele cliente que quer fazer o que não tem casa:

“O que ele não tem na casa dele, a gente tem que fazer. Porque se ele nos procura, é porque a mulher dele não corresponde em casa.”

Ou seja, em alguns casos, as garotas viram a segunda esposa, dando para o cliente tudo que ele não tem em casa, e nem sempre se trata de sexo, as vezes é só uma conversa tranquila e sem cobranças.

Os cuidados com a saúde que toda acompanhante deve ter

Sabemos que ter uma vida sexual tão ativa, pode trazer algumas preocupações: as ISTs e uma gravidez indesejada, pensando em evitar às duas coisas as garotas prezam pelo uso de preservativos nos programas.

Além de seguidamente fazerem exames anti-HIV e outros necessários, e sempre prezam mito também pela boa higiene delas e do cliente, um fator a mais de proteção.

“Até para fazer oral a gente usa camisinha”, revelou uma menina.

Então, se você pensa que pode fazer um programa sem camisinha, descarte essa possibilidade desde já e pense na sua saúde.

Agora com a pandemia, precisaram adaptar sua rotina e reduzir o número de programas, em alguns casos, fazendo apenas programas virtuais.

Algumas criaram um método de se proteger contra a Covid, atendem o cliente a uma distância de um braço estendido e não aceitam beijo na boca, sob hipótese alguma.

“Digo logo: ‘Você pode ficar à distância de um braço do meu rosto, por favor?’

Alguns nem encostam direito em mim. Às vezes, pedem máscara. Acho ótimo. Beijo na boca nem morta”.  Relata uma das entrevistadas.

Alguns clientes respeitam e entendem, outros nem tanto, mas cabe a garota impor as regras do programa e ao cliente respeitar. Mas devemos lembrar, que estamos num momento que quanto mais cuidado melhor!

Aquelas que possuem clientes fixos, permaneceram atendendo-os e seguindo as normas de isolamento, outras atendem apenas por telefone.

Sabemos que nessa profissão não há como manter o distanciamento e nem evitar o tique das mãos, mas as garotas se protegem como pode e tentam proteger os clientes da melhor maneira que podem também.

Por isso, se a sua garota pedir para você colocar máscara e pedir para não beijar na boca, escute e respeite, ela está pensando na segurança de vocês dois.

Fique tranquilo, quando isso tudo passar, os programas voltarão a ser como antes da pandemia e quem sabe você até ganha muitos beijos na boca como prêmio pelo bom comportamento.